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Bênção das Mulinhas 28 Jan 2007 |
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A Bicavalaria do Minho – Clube 2 CV e Derivados levou a efeito no pretérito dia 28 de Janeiro mais uma actividade, a primeira deste ano de 2007, evento que carinhosamente apelidou de “Bênção das Mulinhas”, na sua segunda edição. Foram benzidas as “mulinhas” que não tinham sentido no ano transacto a água benta aspergida pelo Ex.mo Sr. Cónego Eduardo Melo Peixoto, ou porque ainda não tinham sido recuperadas ou porque, por qualquer razão, não puderam estar presentes na respectiva bênção. Ainda não eram 9,30 horas da manhã quando as primeiras “mulinhas” começaram a chegar à Arcada de Braga, centro cívico e histórico, e bela sala de visitas da cidade. O dia estava lindo e soalheiro, embora frio, a convidar os bicavalistas a tirar os carrinhos das garagens e as pessoas a sair de casa. E foi isso que aconteceu. O evento na Arcada estava previsto (e autorizado pelos respectivos serviços camarários) para o período entre as 9,30h e as 11,30h, para concentração e exibição dos 2CV e seus derivados. Conforme iam chegando, os carros eram orientados para se colocarem à volta do monumental chafariz, com as traseiras apontadas ao centro do mesmo, de forma a obter um efeito raiado, o que foi conseguido pela primeira vez pelo clube. E era uma alegria vê-los a chegar de forma ritmada, ao som do “sai-da-frente” ou com sonoras relinchadelas, até se ter ultrapassado ligeiramente a meia centena. A maioria eram 2 CV’s, de todas as cores e idades (o clube possui o 2 CV mais antigo do país em circulação – o belo exemplar do sócio fundador José Gomes, de 1954, criteriosamente restaurado, e que esteve mais uma vez presente), mas estiveram também presentes várias Dyanes, algumas AK, um Mehari amarelo, alguns Amis e até dois Visas, propriedade de dois sócios e nossos amigos do Porto, que provocaram de novo a discussão se são ou não derivados do 2CV. Polémicas à parte, muitos foram os bracarenses e outros visitantes que se deslocaram à Arcada para apreciarem estas belas máquinas, uns por acaso (saíram em passeio para desfrutar o sol e foram surpreendidos pelo colorido espectáculo), outros porque vinham informados através da imprensa local que tinha anunciado atempadamente o evento. Muitos não sabiam que os 2 CV’s deixaram de ser fabricados (em Portugal, último país a fazê-lo) em 1990 e ficaram admirados com o aspecto de muitos, tão bem restaurados que, apesar de terem mais de 17 anos, parecia estarem a sair das linhas de produção da Citroen. Uma beleza! Às 11,30h em ponto deu-se a partida, em caravana, para o Sameiro, caravana que haveria de se partir em duas nas ruas sinuosas e movimentadas do centro da cidade, subindo uma pelo Bom Jesus e outra pela Falperra. No Sameiro, onde algumas “mulinhas” já esperavam as suas congéneres no patamar anexo à Cripta, foram os carros colocados agora em três filas, tipo parada militar, para mais facilmente o padre de serviço (o Sr. Cónego Melo estava de gripe e este ano não os podia benzer) proceder à bênção. A missa começou à hora prevista (12 horas) e antes das 13h já se aspergia água benta sobre as “mulinhas” mais carentes. Finalizada a cerimónia, há que partir, agora para alimentar o corpo (e a alma, também, através do convívio!) dos bicavalistas presentes. O almoço estava marcado para o Hotel**** da Falperra, onde estava reservado, no parque exterior, espaço para o estacionamento agrupado das “mulinhas”. Tudo estava a correr pelo melhor e o almoço/buffet foi a condizer. A sala estava quentinha, ensolarada e decorada com classe, as mesas redondas para estimular o diálogo e o convívio, a comida excelente e o vinho adequado, o serviço irrepreensível. Eram cerca das 17,30h quando os mais resistentes abandonaram as mesas, as salas e sofás do hotel, depois do café e digestivo da ordem. A próxima actividade, intitulada “As mulinhas vão à neve”, levará as máquinas aos Pirinéus na semana da Páscoa.
Fernando Cardoso
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