Expedição a Marrocos por Rui Rua

8 a 16 Abr 2006

 

MINHO/MARRAKECH” – BAPTISMO EM MARROCOS

Quase quatro mil quilómetros foram percorridos, em nove dias, pelas oito viaturas participantes: um jipe (Toyota Land Cruiser) e sete “mulinhas” (citroen 2 CV), participantes no passeio/expedição “Minho/Marrakech” – Baptismo em Marrocos – organizada pela Bicavalaria do Minho – Clube 2 CV e derivados – de 8 a 16 de Abril.
Tratou-se de uma singular aventura de condutores de cidade, amantes daquelas máquinas infernais que são os Citroen 2 CV, atraídos pelo geografia, cultura e geologia, costumes e comportamentos claramente distintos dos nossos, de um pais que, estando tão perto, oferece diferenças e vivências únicas. Com a minha ajuda e orientação, a pedido do meu amigo presidente da Bicavalaria do Minho – como conhecedor de longa data (e apaixonado!) deste pais – e do meu amigo marroquino Sr. Abdel, guia oficial local, o presidente do clube Arq. Fernando Cardoso pôde, além de cumprir o calendário do clube para 2006, concretizar este sonho de levar “as mulinhas a visitar os camelos”.

Foi uma expedição que se pautou por um enorme êxito, com o grupo a reagir e a corresponder às exigências e cuidados a que uma expedição deste género obriga, pois trata-se de uma pequena aventura onde o imprevisto e o inesperado sempre acontece, por muito que se tenha tudo muito preparado e organizado. Mas para todas as dificuldades e contrariedades que surgiram houve sempre um espírito aberto e positivo de todo o grupo. Apesar das naturais diferenças desta heterogénea caravana (no total de 19 participantes) tanto a nível profissional e cultural como em idades e expectativas, unia-os a irresistível atracção pela aventura e sentia-se, por todo o lado e entre todos, o chamamento mágico do exótico e do cheiro do deserto.

A aventura começou no dia 8 de Abril quando as gloriosas máquinas partiram de Braga, cerca das sete da manhã, em direcção a Jerez de La Frontera onde pernoitaram. Tratou-se de uma etapa longa, com passagem por Alter do Chão que obrigou a uma curta paragem, concretamente junta á magnifica estatua de um cavalo no centro de uma rotunda, pois é o local onde o cavalo (lusitano) é idolatrado, logo os “2 CV” teriam necessariamente de fazer uma paragem para saudação e respectiva fotografia. Tal era a beleza do cavalo/estatua, que um elemento feminino do grupo não resistiu a verificar se a “fruta do mesmo já estaria madura”! … O espírito de grupo estava criado! O tempo disponível ainda permitiu uma pequena visita à cidade de Sevilha para visita e algumas fotos na “Praça de Espanha”.

No segundo dia efectuou-se a travessia em ferry-boat do porto de Algeciras para Ceuta e as primeiras emoções surgem mesmo antes de entrar em Marrocos, em Ceuta, onde não podemos deixar de recordar um pouco a nossa própria historia: a fortaleza e as placas com as nossas quinas a indicar o nome das ruas, não nos deixa indiferentes. Mas antes que fosse possível percorrer estradas marroquinas, a caravana esperou algum tempo para atravessar a fronteira. As formalidades ainda são morosas. A caravana não desesperou apenas esperou. Afinal estávamos em Marrocos. Não obstante o atraso, por volta das treze horas locais, chega-se a Chefchaouen, nas montanhas do Rif, onde o amigo Abdel nos aguarda conquistando de imediato a amizade de todo o grupo, providenciando logo um local numa esplanada para o nosso piquenique. Apresentou-nos de seguida ao representante da autarquia local a quem oferecemos um livro sobre a nossa cidade “Braga – 25 Anos” – oferecido pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Braga, como gesto de nossa simpatia para com Marrocos. De seguida fez-se uma visita guiada aquele terra que deixou todos os participantes verdadeiramente apaixonados pela cidade onde a cor azul predominante introduzida pelos refugiados judeus lhe confere um ar fresco e agradável. Muita fotografia e logo muito contacto com a população: uma empatia imediata com os locais. Qualquer receio ou dúvida sobre o contacto com este povo logo ficou esclarecido. Afinal são simpáticos, era o comentário geral.

Muitos gostariam de ficar mais tempo nessa cidade, mas havia ainda 200 quilómetros para percorrer até Fès onde pernoitamos. E foi na chegada a Fès que o primeiro imprevisto aconteceu: já era noite e o mau estado da estrada nas proximidades da cidade provocou a primeira mossa, um furo, com jante ligeiramente empenada. Um pequeno contratempo que foi superado pelo magnifico hotel de cinco estrelas onde nos aguardavam para jantar. Às nove horas da manhã do dia seguinte, dia 10, à porta do hotel aguardava por nós o guia Rachid, que após assistir a algumas marteladas na jante empenada, nos conduziu para a Medina de Fès a mais antiga cidade imperial. Com as recomendações necessárias, iríamos entrar num labirinto de mais de 14 mil ruelas onde o único meio de transporte é o burro, logo fomos invadidos pelo inconfundível cheiro dos animais, bazares, tinturarias, etc., etc. Os tapetes, os cobres, as madeiras, os bazares e a ancestral fabrica de curtumes, que é uma das mais antigas artes de Marrocos, que remonta pelo menos a 7 000 anos e que é também uma das mais fedorentas, assim como a velhíssima farmácia, foram locais de visita dentro da Medina. Não ficaria completa a passagem por Fès sem uma visita às fábricas do famoso azulejo de Fès, cujo trabalho é todo manual tal como há milhares de anos, e que tanto agrada ver nas mesas de jardim e fontes.

Muito para ver e tão pouco tempo. Havia ainda 150 quilómetros para fazer até Azrou, no médio Atlas. Mas programada estava ainda uma visita a Volubilis, as maiores ruínas romanas de Marrocos, visita indispensável para os dois professores de história que estavam no grupo. Já era noite quando entramos no hotel em Azrou, onde uma deliciosa truta, presume-se dos rios da montanha do Atlas, nos aguardava. O despertar do dia seguinte deixou a caravana encantada: estávamos num hotel no meio da montanha, médio Atlas, com paisagens encantadoras e o hotel repleto no telhado com ninhos de cegonhas. Paradisíaco!

Tudo preparado para a partida da etapa (e já vamos na quarta!) talvez mais longa dentro de Marrocos, mas indubitavelmente a que mais marcou esta viagem. Se até aqui nos havíamos deliciado com as diversificadas paisagens por onde vínhamos passando, este dia superou o nosso imaginário. Bastou apenas meia dúzia de quilómetros para entrarmos na floresta dos cedros, uma floresta com cedros centenários de beleza indescritível onde habita o macaco de Gibraltar, que, habituado á presença do homem, vem buscar a comida á mão. Paragem obrigatória naturalmente. A viagem prossegue, quando após mais alguns quilómetros percorridos, ninguém resiste a parar, junto de umas casas de habitantes de montanha, para ofertar alguns brindes que os participantes já levavam, pois haviam sido alertados para o facto de ser normal as crianças pedirem. A pobreza das casas e das pessoas naturalmente não deixou ninguém indiferente. E logo mais á frente nova paragem: a neve branca chamava por nós. Quem resiste a atirar umas bolas de neve aos amigos? A paisagem continua fabulosa ao longo de montanhas, vales, rios, rios secos, formações rochosas incríveis até que chegados ás gargantas do Ziz, nova paragem para as respectivas fotos, tal é o trabalho efectuado pela natureza no local onde a paragem é obrigatória.  
Entretanto muitos turistas se vão cruzando connosco: portugueses, espanhóis, italianos, israelitas, americanos, franceses, etc., etc., que é sempre motivo para um olá (relinchar) dado pelas diversas “gaitas” dos 2 CV, que até ao momento merecem os maiores elogios, pois além de já terem feito mil e muitos quilómetros, sem nenhumas queixas facilmente ultrapassaram os 2.200 metros de altitude do médio atlas.

A chegada a Er Rachidia, local de referência na passagem do Rally Lisboa/Dakar, acontece à hora de almoço, sob ameaça de alguma chuva, embora a temperatura rondasse os 30 graus. O almoço era sempre em sistema de piquenique com os produtos que havíamos levado de Portugal, sendo os jantares previstos nos hotéis onde pernoitávamos. Após dar de beber às “mulas”, pediu-se num café permissão para instalar toda a panóplia de conservas e enlatados destinados ao almoço a troco de consumo de bebidas no café. De imediato e simpaticamente fomos acolhidos nessas instalações. E toda a caravana terá dito: bendita a hora em que almoçamos nesse espaço! Num curto espaço de tempo, as nuvens que ameaçavam chuva, rapidamente se transformaram num autentico dilúvio, com um terrível vendaval, condimentado com uma trovoada continua e intensa, de tal forma que as cadeiras e mesas da esplanada só pararam 150 metros ao fundo de estrada! Um casal de “motards” espanhóis, a quem o grupo fez questão de oferecer o almoço, viu também a sua mota com o vendaval dar um passeio pelo asfalto, mas deitada! De qualquer forma um autentico espectáculo que maravilhou toda a caravana até ao momento em que alguém descobre que o tejadilho do jipe estava aberto! Atravessar a estrada para ir ao jipe fechar o tejadilho e voltar ao café, foi o suficiente para um banho completo do condutor (eu, claro!) e ameaça de o fazer quase a voar de regresso ao café! Mesmo o dono do bar confirmou que estas situações acontecem mas não com tanta violência.

Acaba o almoço, amaina o tempo e lançam-se os cavalos de novo á estrada em direcção a Ouarzazate. Mal se percorre os primeiros quilómetros, a caravana é presenteada com o mítico fenómeno atmosférico destas paragens: uma tempestade de areia! Não é exagero ortográfico: o carro que seguia dois metros á frente não era visível, nem tão pouco os sinais de presença ou stop. Solução: parar e esperar alguns minutos. Dadas as reduzidas dimensões dos grãos de areia do deserto e dado que o isolamento dos 2CV não é propriamente o seu forte, facilmente podemos imaginar a cor da agua nas banheiras do hotel nessa noite após a retemperadora banhoca. Algum receio momentâneo por um ou outro participante, mas depois a caravana era unânime: maravilhoso, único!!! Até ao fim do dia, uma ou outra chuvada com ou sem trovoada, foi fazendo companhia á “cavalaria”. A meio da tarde, a visita às gargantas do Todra deixou estupefactos todos os participantes: Uma enorme falha na cadeia do alto Atlas com 300 metros de altura no seu ponto mais estreito, com acesso através de um lindíssimo vale denso com impressionantes palmares e aldeias berberes, que para felicidade dos participantes, se encontravam em grande numero fora das habitações e com trajes festivos, pois era um dia especial dedicado a Maomé nesta quadra de Páscoa.

Dia 12. Ouarzazate. A Hollywood do deserto. Centro cinematográfico de Marrocos onde alguns filmes famosos foram rodados: “O homem que queria ser rei”, “ A ultima tentação de Cristo” (Martin Scrsese), “Um chá no deserto” (Bernardo Bertolucci), ”O Gladiador” (Ridley Scott), ”Alexandre o Grande” (Oliver Stone), ”Kundun”, “Asterix” e “Cleópatra”, etc, etc. Naturalmente, para sempre fica a foto dos 2CV frente á entrada dos estúdios “Atlas ”. Mas foi aqui que outro filme se desenrolou: a maior avaria da viagem. A viatura tanto andou que agora se recusava a parar: ficou sem travões, com problemas na bomba respectiva. Enquanto a grande maioria dos participantes entregava mais um livro “Braga – 25 Anos” ao presidente da câmara local e visitava a cidade de Ouarzazate com o seu imponente kasbah de Taourirt, o incansável Sr. Domingos, experiente mecânico destas mulinhas, na companhia do proprietário da mulinha doente, tentava tratar das maleitas do enfermo. A conclusão era de que havia necessidade de uma nova bomba. Há que procurar uma oficina. O carro ainda estava no parque do hotel onde se pernoitou. Para espanto geral, do outro lado da rua havia uma oficina. Não tinha a peça mas informou o mecânico que arranjaria uma. Enfim, passadas duas horas apareceu o mecânico e a peça. O reencontro com o resto do grupo no centro da cidade foi de alívio caloroso com todos os 2 CV a relinchar nova e alegremente.

Almoço e partida em direcção a Marrakech. Primeira paragem junto aos estúdios “Atlas” para respectiva fotografia. Alguns quilómetros após, nova paragem em Ait Benhaddou, uma das kasbahs mais exóticas e bem conservadas de toda a região do Atlas. Está protegida pela Unesco e a sua conservação tem sido possível graças á sua utilização em muitos filmes onde se destacam Lawrence da Arábia de David Lean. Uma visita que, embora com pouco tempo disponível, agradou imenso a todos. Ainda antes de sair de Ait Benhaddou, verificou-se que o carro reparado continuava com problemas de travões. Mais uma vez a experiência do Sr. Domingos valeu: ficou apenas a travar atrás. Se as recomendações do Sr. Domingos ao condutor para proceder a uma condução calma, resguardando espaço para o carro da frente e utilizar a caixa de velocidades o tranquilizavam, só eu, conhecedor daquelas paragens, sabia o que os esperava nos próximos quilómetros: subir o imponente Atlas até quase 2.300 metros e depois descer em direcção a Marrakech. Felizmente a subida até Tizi-n-Tichka, com paragem obrigatória para contemplação, tal a magnitude destas montanhas, decorreu maravilhosamente, acabando por se tornar em mais um dos momentos inesquecíveis desta viagem.

 Tal como antigamente, em que Marrakech era um pólo de atracção para as caravanas de camelos que vinham do sul, é hoje para nós uma atracção turística que nas fascina pelos monumentos, pela buliçosa vida da cidade, pelas suas lendas e mistérios. Todos estão ansiosos por conhecer a mítica Marrakech. No entanto, a maior parte do grupo não resiste ao cansaço de cinco dias intensos de quilómetros e vivências, sendo a cama do hotel mais apelativa que um passeio ao centro da cidade. Um hotel que apesar de apenas três estrelas (a reserva feita tardiamente não deixou outra opção), proporcionou refeições extremamente agradáveis. Mas o íman desta cidade é tal, que três elementos do grupo não resistiram a fazer paragem a um “petit táxi” e dirigirem-se para a famosa praça Djemaa el-Fna, principal atracção de Marrakech e cenário de um dos maiores espectáculos do mundo: malabaristas, contadores de historias, encantadores de serpentes, músicos, acrobatas ocasionais etc., e uma infindável quantidade de fumegantes postos de comida que no espaço de poucos minutos ao fim da tarde se instalam na praça. Um rodopio de acontecimentos e gente envolve-nos naquela praça indescritível. O dia seguinte, totalmente dedicado a Marrakech, começou com uma visita á câmara municipal da cidade, onde mais uma vez a amizade e simpatia entre os povos ficou verdadeiramente vincada, e naturalmente a visita á praça Djema el-Fna e aos famosos souks, célebres pelo seu artesanato de qualidade, para delicia dos participantes que agora e calmamente puderam fazer as suas compras de recordação. Muitas peripécias aconteceram nestes dias e não é possível descrevê-las todas. Mas uma ficará nos anais desta viagem quando a mulinha do Sr. Domingos, no meio do trânsito caótico, se vê confrontada com o focinho de um burro espetado no vidro traseiro atraído pela traseira sexy da mulinha…!!! Enfim, muitas historias para contar!

Dia 14. Sexta-feira. Está na hora de iniciar o trajecto de regresso. A caravana parte cedo em direcção a Rabat com passagem por El-Jadida, antigo Mazagão, tal como era conhecida antigamente e que foi o principal porto português para proteger as caravelas que viajavam para as Índias e para a China. Após o almoço junto ao mar e um pequeno passeio em camelo na praia por dois aventureiros do grupo, a viagem prosseguiu em direcção a Casablanca para uma rápida visita á enorme mesquita de Hassan II, uma das maravilhas da arquitectura religiosa moderna, situada sobre o Atlântico sendo a terceira maior do mundo com capacidade para 25.000 fieis.

Com uma rápida visita ao palácio real, em Rabat, para as fotos da praxe, iniciou-se o penúltimo dia da viagem, último em terras marroquinas, com uma pequena paragem já nas montanhas do Rif, para as últimas compras. Após as devidas formalidades de fronteira e travessia de ferry-boat para Algeciras, que por cinco/dez minutos de atraso obrigou a caravana a esperar pelo próximo barco mais duas horas, os 2 CV lá seguiram em direcção a Portugal, pela fronteira de Rosal de La Frontera, para dormir a última noite já em Moura, no Alentejo, onde chegaram por volta da uma hora da manhã. Pelo caminho, ainda em terras espanholas, e pela hora de jantar, uma paragem num pequeno restaurante à face da estrada para atacar uns “bocadilhos” acompanhados de varias “canhas”, veio mesmo a calhar. Antes de partir rumo a casa, os últimos relinchar dos 2 CV fizeram-se ouvir em Moura, na passagem pela barragem do Alqueva e em Almeirim onde a sopa de pedra foi o prato eleito como primeira refeição portuguesa. Familiares, amigos e membros do clube Bicavalaria do Minho, simpatica e calorosamente aguardavam a chegada da caravana em Braga, que de forma ruidosa lhes agradeceu com um ultimo relinchar. Até sempre.

Milhares de fotos foram batidas. Horas e horas de filme foram realizadas nestes dias.
Mas a luz do dia, a luminosidade dos ocasos, a noite, os cheiros, tão diferentes, as temperaturas tão diversas, a imensidão das paisagens desérticas, o verde único dos palmares, a aridez quase absoluta e de tonalidades marcianas que assusta e fascina ao mesmo tempo, a neve, a grandiosidade das montanhas, a beleza das florestas, o azul de Chefchaouen, o azulejo de Fez, o tom alaranjado das montanhas em estranhas composições, os sons únicos, homens e mulheres com as suas longas vestes, o feitiço de um mundo diferente, a pobreza...... Não vale a pena tentar dizer aos nossos amigos como é Marrocos, se gostamos ou não da viagem porque não conseguimos!!!

Esta é apenas a opinião de um participante: Valeu a pena!

Valeu a pena pelo país que é Marrocos, valeu a pena pela determinação do presidente do clube Bicavalaria do Minho, o Fernando Cardoso, em levar avante esta iniciativa e sobretudo valeu a pena pela equipa: o jovem casal Manuel e Maria Lucília Passos, os pombinhos Renato e Alexandra, a Maria da Conceição e o Amândio, a Maria de Araújo, o Domingos e o filhote João Pedro, o Manuel Romano e o Manuel Cardoso, o José Luís e o Castanheira, a Nádia, a Maria João e a Marta, a Augusta e o Fernando.

E eu, naturalmente! O Rui Rua, um amigo ao dispor.

Mas tudo isto só foi possível graças aqueles que merecem os melhores elogios: Os 2 CV!!!

SHUKRAN

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