Magusto - Vila Verde, 8 de Novembro 2009

         
   
       
   
       
   
         
         
   
       
   
       
   
         
         
   
       
     
       
       
         
 

Bicavalaria retomou actividade com magusto

 

Meia centena de carros ‘dois cavalos’ e cerca de 120 pessoas participaram ontem no já tradicional magusto organizado pela Bicavalaria do Minho — Clube Dois Cavalos. Esta foi a primeira iniciativa promovida pela Bicavalaria, depois do ‘Passeio das Vindimas’ que ficou manchado por um acidente mortal. 

“É um retomar da actividade depois daquele acidente de 26 de Setembro. Estamos cá para exorcizar as más memórias, porque a vida tem de seguir em frente”, disse ao ‘Correio do Minho’ Fernando Cardoso, presidente da Bicavalaria. 

A última iniciativa da Bicavalaria —recorde-se— ficou marcada pela morte de um dos participantes (uma senhora), depois do carro em que esta seguia ter caído numa ribanceira de 30 metros, perto de Ermelo, em Mondim de Basto.

O condutor do carro que se despistou marcou ontem presença no magusto. “O nosso amigo Mário está cá. Fez questão de vir, para também ele exorcizar os seus medos. Ele esteve muito mal. Os médicos chegaram a falar em 80% de probabilidade de ele não sobreviver, mas a verdade é que ele sobreviveu e estamos muito felizes por ter voltado a juntar-se a nós”, confessou Fernando Cardoso, lembrando que o passeio onde se deu o acidente tinha sido a primeira actividade em que o novo sócio participava.

Ontem, no decorrer da concentração, Mário optou por manter-se discreto, dentro da viatura do amigo com quem se deslocou ao magusto.

A concentração para o magusto realizou-se na sede da Bicavalaria, no Estádio 1.º Maio. Dali, os 50 ‘dois cavalos’ partiram para Vila Verde, onde, numa quinta privada, se iria realizar o almoço e o magusto.

Entre os associados, a boa disposição foi uma constante, mostrando que é preciso seguir em frente e deixar para trás as más lembranças.

Horácio Veloso, sócio n.º 20 da Bicavalaria, disse isso mesmo ao nosso jornal: “Espero um bom dia de convívio. As recordação ficam lá trás. O que aconteceu foi triste, mas é preciso seguir em frente”. Este sócio, lamentou “a falta do sol”, mas garantiu que isso não iria esmorecer a animação.

Residente em Carrazedo, Amares, este sócio é apaixonado pelos ‘dois cavalos’ desde os anos 70, quando teve o primeiro. “O bichinho ficou aqui a remoer e há uns seis anos comprei este”, disse, mostrando o automóvel branco, com 22 anos, com que participa nos convívios da Bicavalaria.

De realçar que o magusto de ontem contou a participação de amantes dos ‘dois cavalos’ vindos de locais tão distantes como Porto, Montalegre, Monção, Mirandela, Guarda.

     Marlene Cerqueira

  •  "Correio do Minho"  2009-11-09
         
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